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Consultório Psicopedagógico-Espaço para Aprender

quinta-feira, 31 de março de 2011

NÃO FEZ A TAREFA DE CASA DE NOVO?

Bem, pra que serve a tarefa de casa? Vamos esclarecer....
Como Psicopedagoga, tenho observado que alguns adolescentes são resistentes em executar  as tarefas de casa. Ela é um momento muito especial para que a criança ou adolescente reforce o conteúdo desenvolvidos em sala de aula.
Por trás da tarefa escolar existe sempre um objetivo que o educador deseja atingir. Os pais podem e devem auxiliá-lo no que se refere a interpretação de  enunciados, orientar em pesquisas, sugerir idéias mas nunca assumir  a responsabilidade da mesma, fazendo-as no lugar dos filhos.
O que não pode acontecer é a família negar apoio.
Mas mentir aos pais pode trazer muitos problemas entre eles a discórdia familiar, rebaixamento da auto estima  além de prejudicar no fechamento da média.
Também é necessário tomar cuidado com o vírus da” preguicite”. Ele se instala e pode controlar todos os seus movimentos.

Postado por Elaine Lucchetti

terça-feira, 29 de março de 2011

A Escola solicitou a presença dos pais e agora?

Calma!  Paciência! Aproveite  a oportunidade para rever alguns conceitos  junto com a Instituição Escolar bem como alinhavar novas abordagens . Lembre-se a Escola deve sim, preocupar-se com o bem estar dos alunos , principalmente no que se refere a autoria de pensamento. Provavelmente  os educadores junto com a coordenação detectaram alguma dificuldade mais específica.

A Instituição de ensino é a primeira a sinalizar os distúrbios de aprendizagem. Essa dificuldade poderá ser de diferentes origens:

1.Orgânica;
2.Intelectual  e ou cognitiva;
3.Emocional e ou familiar.

Mas também não podemos esquecer das tarefas da vida diária, bem como o seu desenvolvimento. Atenção para os pequenos detalhes como a autonomia para se vestir, comer e brincar.

Desta forma a Escola possibilitará o encaminhamento ou a indicação para uma psicopedagoga que fará um diagnostico com a finalidade de auxiliar a crianças e ou adolescente  junto a modalidade de aprendizagem. Mas a família  se assim desejar, poderá escolher uma psicopedagoga de sua conveniência.

O trabalho deverá ser em conjunto  com a instituição e família.

Mas, qual procedimento  a seguir?
A psicopedagoga escolhida irá elaborar após as sessões um prognostico e fará a orientação devida, bem  como, evidenciar as ferramentas e a abordagem.
O tratamento terá a sua duração atrelada ao distúrbio de aprendizagem detectado e se necessário, também o encaminhamento a outros profissionais da área da saúde como: neuropediatra, fonoaudiólogo, psicólogo, psiquiatra entre outros.

 Postado pela  psicopedagoga Elaine Lucchetti


segunda-feira, 21 de março de 2011

Nino quer um amigo.


                          

- Nino, por que você está sempre tão cabisbaixo?
Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém queria ser amigo dele.
Pobre Nino.
Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de encontrar um amigo.
- Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar perto dele.
Mas o menino virou para o lado, cavou um buraco.
E ainda jogou areia no Nino.
Coitado dele.
Outro dia, na escola, ele tentou puxar conversa com um colega de turma. Olhou para a menina, que era toda sardenta, uma graça. Esboçou um sorriso e tentou puxar assunto.
Mas estava tão assustado a ficar calado e sério que as palavras demoraram a sair de sua boca.
A menina bonitinha desistiu de esperar que ele dissesse alguma coisa.  Virou-se de costas e foi brincar com uma amiga.
Coitadinho do Nino.
Nem os animais pareciam querer seus amigos.
Uma tarde, Nino viu um menino com um cão passeando na praça.
Ficou com vontade de agradar o cachorro, mas ficou com medo que ele mordesse.
Fez um agrado bem tímido.
O cão nem aí para ele.
Que pena, Nino.
Até que um dia, ele tinha desistido de procurar.
Pensando em por que quanto mais tentava encontrar um amigo, mas sozinho se sentia...
Ficou distraído, pensando, e adormeceu.
Quando acordou, olhou-se no espelho.
Enquanto escovava os dentes, percebeu que fazia muitas caretas.
Achou engraçado. Enxaguou a boca e continuou brincando com o espelho.
Era riso daqui, era riso de lá. Era língua do Nino e língua do espelho. Piscadela aqui, piscadela ali. Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de reconhecimento entre Nino e sua imagem no espelho. E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo nunca tinha reparado nisso antes.
Que cara legal era o Nino.
Que garoto charmoso, bem humorado!
Nino ficou encantado com seu espelho.
Fez-se ali uma grande amizade.
E depois dessa amizade surgiram muitas outras.
Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos. Incluindo ele mesmo.
Valeu, Nino.                                                                                           

Fonte: Revista Nova Escola  Outubro 2006

Postado por Elaine Lucchetti e Alessandra Lucchetti

A criança aprende mais pelo que vê do que pelo que ouve

DICAS
Isso quer dizer que seu exemplo de vida, papai e mamãe, vai ficar impregnado em seus filhos muito mais do que discursos ou sermões.
Não siga o ditado "faça o que eu digo, mas não faz o que eu faço". Não dá certo. Por isso é que os filhos se parecem com os pais, porque imitam tudo o que os pais fazem e dizem. Eles copiam o jeito de falar, de agir, de comer, de se vestir, de andar, etc. Vocês pais são os referenciais de conduta de seus filhos. Vocês são os heróis dos pequenos. Seja um herói de verdade. Seja um herói do bem, um herói positivo.
        BRINCAR   Educa

Crianças precisam brincar. A brincadeira faz parte de seu desenvolvimento, amadurecimento, socialização e interação com o mundo que o rodeia. Quando a criança nasce ela não sabe brincar, precisa aprender. E quem vai ensinar essa criança a brincar? Os pais, principalmente, mas também os outros adultos que convivem com ela. Como? Brincando com ele(a) e não mandando "vai brincar".
Papai e mamãe, brinquem com seu filho com brincadeiras simples que possam ser um momento delicioso para eles e para vocês também.
Bater Não Educa
Bater não educa. Por quê? Porque quando os pais batem é porque estão cansados, estressados, nervosos ou brigaram com alguém e não conseguem resolver a situação com os filhos de outra maneira. Então vai um tapa, ou vários. Ferem, machucam, agridem os filhos e, no fundo, também os pais. Pode mudar o comportamento? Talvez. Educa? NÃO. Como resolver? Estabeleça regras, um método de disciplina (que é ensino, não castigo!).


PSICOPEDAGOGAS ALESSANDRA E ELAINE LUCCHETTI 

Brincando Criamos o Mundo

          Este pensamento de Nietzsche nos traz a seguinte questão: Brincar é coisa séria? Paradoxalmente, sim! E quantas coisas acontecem quanto ao desenvolvimento cognitivo, emocional e maturacional da criança quando ela brinca! Basta observar crianças brincando, totalmente absorvidas e concentradas, para perceber que algo de grande importância está acontecendo.
           E que imenso pesar deveríamos sentir ao nos depararmos com uma criança ou um adulto incapaz de brincar... quando o brincar não é possível!

           Convido, então, a todos, para um mergulho no sentido e no significado do brincar.
           Brincar conduz ao vínculo e aos relacionamentos grupais. A palavra brincar, etimologicamente falando, vem do latim e tem como radical a palavra “brinco”, que significa, na sua raiz morfológica, “vinculu / vinculum”. Brincar, portanto, constitui-se numa atividade de ligação ou vínculo com algo em si mesmo e com o outro.  Ao brincar com alguém, a criança introduz seu próprio brincar e experencia a aceitação e a não aceitação de idéias de outras pessoas. Está assim, preparando o caminho para um viver compartilhado, um relacionar-se com o outro e com a vida.
             O primeiro brincar da criança é com seu próprio corpo. Ao brincar, a criança constrói o seu próprio corpo. Ao longo do primeiro ano de vida da criança, já é possível observar o brincar quando o bebê se lambuza com muito entusiasmo, formando uma película homogênea com uma mistura de muco, baba, sopa, remelo...  Esta película homogênea, formada por estes episódios de lambuzeira, passa a ser uma parte do próprio corpo do bebê, uma pele que o circunscreve e traz a sensação de contorno e de limite. Famílias muito preocupadas com a higiene podem dificultar esta experiência constitutiva.
            Ao brincar, a criança vive uma experiência criativa na relação com o mundo.  E é somente sendo criativo que o indivíduo descobre-se a si mesmo. Quando brinca, a criança experimenta a si mesma surpreendendo-se através de seus gestos autênticos. Além disso, exercita a sua imaginação buscando sentidos e significados próprios, o que é fundamental para a produção de conhecimento.
            A criatividade da criança, porém, pode ser facilmente inibida por um pai ou uma mãe que saiba demais. Apesar das melhores das intenções, é preciso conter-se de expressar o que se sabe nestes momentos para não bloquear a espontaneidade da criança. Sem a espontaneidade, o indivíduo se assemelha a um robô, que está submetido à outra pessoa ou a uma máquina. E esta submissão traz um sentimento de inutilidade, uma vez que o mundo é sentido apenas como algo a que se ajustar e se adaptar. Quantas vezes nós adultos nos sentimos assim ao realizarmos atividades que vão de encontro ao desejo do outro, mas que nada têm a ver com nós mesmos!
             É importante destacar que a criatividade aqui referida não é apenas aquela da criação de grandes obras de arte glorificadas pelo público, mas sim se relaciona a um viver criativo, autêntico, a um colorido em relação à vida, ao estar vivo, à sensação de que “a vida é digna de ser vivida”, conforme definido pelo psicanalista inglês D.W. Winnicott. Esta sensação é construída a partir da qualidade das primeiras relações da criança com seu ambiente, mãe e pai.
              Ao brincar, a criança elabora seu mundo interno através da realidade externa. Através do brincar a criança vive o interjogo entre o mundo interno e o mundo externo. A criança manipula objetos da realidade externa para tematizar questões de sua realidade psíquica. Por exemplo, quando a criança brinca de “deixar cair coisas” ou de “esconde-esconde”, pode estar brincando de desinvestimento, desprendimento do outro, separação, desaparecimento e aparecimento. 
               Brincar é próprio da saúde e muitas vezes autocurativo. Brincar, essencialmente, satisfaz. O brincar é um lugar de repouso. Para que a criança possa brincar, ela precisa poder estar só consigo mesma, com a confiança de que os adultos que ama estarão lá quando ela precisar deles.
Brincar, portanto, não é pouca coisa. Brincando criamos o mundo!   Você já brincou hoje?

Postado por Elaine Lucchetti

sábado, 19 de março de 2011

Parceria entre Escola e a Família

Diante de um novo quadro social, em que mulheres(mães) passam a atuar no mercado de trabalho, e diante também de toda essa mudança no perfil da família brasileira,crianças hoje ingressam na escola mais cedo e permanecem nela por mais tempo. Antes as escolas recebiam alunos, hoje recebem filhos alunos.
Responsabilidades que eram entendidas como primeira educação, cujo esta eram dos pais, hoje estã sendo transferidas para a escola. Cada vez mais nos defrontamos com crianças carentes de afeto e supridas por exageros de presentes e pais perdendo o controle na imposição de limites e desaprendendo o não.
O Educador, por sua vez tem a missão do cuidar, ensinar e compreender esse novo cenário, sendo mediador e supridor.
A parceria contará muito no processo de desenvolvimento Biopsicosocial.
Acredito no caminhar juntos, numa grande parceria pais,escola e alunos.
A Escola não pode viver sem a Família e a Família não pode viver sem a Escola, pois uma depende da outra para alcançar seu maior objetivo que é fazer com que o educando/filho aprenda, e com isso, venha a se constituir como sujeito autor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

NÃO EXISTE MEMÓRIA SEM EMOÇÃO!!!!

Hoje enquanto relaxava em meus pensamentos surgiu uma emoção. UMA EMOÇÃO PESSOAL E INTRANSFERIVEL ao observar EM ESPECIAL UM PRÉ-ADOLESCENTE. UM SER QUE COMEÇAVA A NASCER PARA A SOCIEDADE E INICIAVA A UMA BUSCA DE IDENTIDADE.


Então percebi que uma emoção avaçaladora surgiu e com ela algumas lembrança que com a máxima convicção estão guardadas em minha mémoria, recheadas das mais diversas sensações. Emoções que só o tempo prova e reprova.


A emoção modulou a forma como os dados e os acontecimentos foram guardados em minha memória.
A habilidade para armazenar diferentes tipos de lembranças é claro varia de pessoa para pessoa, seja por dom natural ou por treino. Mas as emoções ficam gravadas na memória. Este é somente um relato desta mãe que esta presenciando essas estruturações e comportamentos espetacularmente imprevisíveis mas saudáveis.
Fica aqui o meu relato com muita emoção e buscando em minha memória momentos que fazem parte da mãe, mulher e profissional.

Postado por Elaine Lucchetti